" Quase aprendi a tocar piano. Quase fui professora de balé. Quase passei numa prova de inglês, quase fui fluente no francês. Quase ganhei um torneiro internacional, quase fui amiga de um italiano. Quase subi numa duna gigante. Quase me pendurei de cabeça para baixo na árvore. Quase comi sopa por um mês inteiro. Quase comi dois potes de brigadeiro de uma vez só. Quase liguei ontem a noite pra quem eu sempre costumava ligar. Quase mandei uma mensagem dizendo que sinto a falta dessa mesma pessoa. Quase chorei a noite toda. Quase pensei que a dor não iria embora. Quase vivi a minha vida inteira por lembranças e quase cansei de tanta coisa não terminada, tanta coisa sem continuação, tanta coisa sem êxito. Tanta vírgula que deveria ser ponto, tanta página que eu não quis passar, tanto livro que eu não quis fechar, tanta história que eu cansei de ler. Mas hoje, decidi resolver minhas coisas. Resolvi desistir do que não quero mais e terminar o que deixei para depois. Resolvi esquecer os que me fizeram mal e quase viver sem tantos ”quases”. E quase viver sem limitações. "
" Mas eu quero você. Ah, como eu quero você. Quero tanto você que quando penso no tanto que quero meu peito dá uma aquecida e meu olho enche de lágrima. Porque quero muito. "
" Eu vejo nós dois em todo canto. É a gente rindo na porta da escola ali da esquina. É a gente se beijando no parque, andando de mãos dadas na volta para casa, tendo uma discussão na porta do cinema e se beijando logo em seguida. É a gente naquele casal de velhinhos surdos, que não ouvem quase nada, mas se amam com tudo o que podem. Viu aquele outro casal levando os filhos para passear, sorrindo um para o outro como se fosse a primeira vez? É a gente também. Somos o casal de jovens, o casal de adultos e o casal de velhinhos. Somos todo casal que se ama verdadeiramente. Estamos em todo lugar que há carinho, confiança e amor. Somos o certo da vida um do outro. Somos a lágrima e o sorriso, a despedida e o encontro, a insegurança e a segurança. Vejo nós dois em todo lugar, imagino nós dois em todo lugar, mesmo não sendo nós de verdade… Ninguém nunca disse que era proibido imaginar. "